25 novembro 2012

Atípica e inusitada reunião de Câmara
Aconteceu na Câmara Municipal de Raul Soares, na manhã do último dia 23 deste mês de novembro, uma reunião extraordinária dos vereadores para aprovação do orçamento do município para o ano de 2013 quando se empossará o prefeito eleito Célio Nesce.

Uma reunião atípica e inusitada em vários pontos ou detalhes desse evento de cidadania e de importância para os raul-soarenses.

É que estava em jogo a aprovação orçamentária na ordem de 34 milhões (visto por muitos, como orçamento acanhado em termos de valor) e com autorização ao futuro prefeito de abertura de créditos suplementares até o limite de 60%.
O projeto de lei com esse percentual foi enviado à Câmara em setembro, antes das eleições. Uma prática de longo tempo, durante os últimos mandatos de prefeitos anteriores, incluindo aí os oito anos do prefeito Vicente Barboza que sempre teve o percentual de sessenta por cento aprovado.

Passadas as eleições e consumada a derrota do grupo liderado pelo atual prefeito, o projeto foi à votação com a mudança desse limite para 20%, caracterizando manobra política para tentar dificultar a governabilidade do novo prefeito, com aval do vereador Rui do Jipe, presidente da Câmara.
A vereadora Fernanda Crystine se ausentou dessa importante reunião.  

O recinto do legislativo raul-soarense esteve repleto como poucas vezes visto e presenciou manifestação de populares na tentativa de que fosse aceito pelos vereadores o limite de 60% ou até mesmo 50% como contraproposta apresentada pelo grupo de apoio ao vereador Célio Nesce.
O público se exaltou, o presidente da Câmara sem argumentos plausíveis e sem convincente explicação de mudança do percentual, chamou a Polícia para acalmar os ânimos de populares que agiam com ordem e ao rigor do permitido pela lei maior.

Na votação plenária o vereador Joaquim Fragoso absteve-se do voto, votaram a favor de 20% os vereadores Quinca Donana, Claudinho e Toiota e votaram contra os vereadores Célio Nesce, Ramiro Grossi e Eimard, resultando empate em 3 x 3.
O vereador presidente Rui do Jipe desempatou favoravelmente ao limite de vinte por cento.  

A plateia presente ficou indignada, não poupou tempo e manifestou revolta por meio de gritaria e muitas vaias e, principalmente, repudiou os cinco vereadores que não aceitaram o percentual de 60%, nem mesmo cinquenta.

A triste ocorrência, atípica e inusitada, oferecida pela Câmara Municipal constitui-se em abandono e falta de compromisso, desespero e revolta.
E uma lamentável cena quando Joaquim Fragoso desceu as escadas do prédio sob vaias e xingamentos de covarde, ele no exercício do décimo segundo mandato de vereador (número recorde no Brasil).

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